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E-commerce: quais as tendências para 2022

Por: FCDL SÃO PAULO 17 de dezembro de 2021
E-commerce: quais as tendências para 2022

O e-commerce está entre os setores que mais cresceram na pandemia. Com grande faturamento em 2020 e recorde de vendas no primeiro semestre deste ano, conforme apontam os dados das Webshoppers, da Ebit | Nielsen, a expectativa é que esse seja um dos meios de consumo mais relevantes nos próximos anos. Conheça algumas tendências desse tipo de comércio para 2022!

✓ Aumento da frequência de compras

Segundo a pesquisa da Bornlogic com a Opinion Box, a frequência de compras online aumentou 71% no último ano, dado que deve crescer ainda mais em 2022, pois 49% dos entrevistados disseram que devem comprar ainda mais pela internet no ano que vem.
Se você quer entrar para o mundo do ecommerce, recomendamos que diversifique o seu conhecimento em diferentes canais de venda. Isso porque a pesquisa mostra que há uma boa divisão na preferência das pessoas, quando o assunto é lugar onde geralmente compram online.

74% Compram em sites e lojas virtuais

72% Compram em marketplaces

62% Compram em aplicativos da loja

54% Compram em aplicativos terceiros (iFood, Rappi, Uber Eats, etc.)

Esses dados mostram que as pessoas têm o costume de diversificar os canais de compra, elas estão no controle e você só conseguirá conquistá-las se estiver presente onde ela estiver de forma agradável.

✓ Vendedor digital

O processo de compra online é mais independente, mas às vezes é bom ter uma ajuda. Isso fica claro na pesquisa da Bornlogic com a Opinion Box, pois ela mostra que 62% das pessoas realizaram consultas com vendedores via mídia digital para tirar dúvidas.
Além disso, 78% dos entrevistados acreditam que o vendedor ajuda na hora de escolher o produto online. Assim, fica claro que ter uma pessoa dando suporte na venda é fundamental para trazer uma boa experiência, seja offline ou online.

✓ Diversificação das categorias

Categorias, como eletrônicos, telefonia, eletrodomésticos, vão seguir liderando no ecommerce, mas outros produtos vão ganhar força, como é o caso de Alimentos/Bebidas.
Essa categoria que tinha pouca representatividade, antes da pandemia, já representa 38% das intenções de compra dos consumidores brasileiros, segundo a pesquisa da Bornlogic com a Opinion Box.
Hoje, alimentos/bebidas está no top 10 das categorias, que as pessoas costumam comprar online. Ela fica atrás de eletrônicos, celulares, eletrodomésticos, moda, beleza, informática, casa/decoração e livros.

✓ Realidade Virtual e Aumentada

A tecnologia é uma das principais aliadas do e-commerce na hora de quebrar objeções. Isso porque por meio dela a marca consegue ter recursos que deem ao público a sensação de estarem em contato direto com o produto/serviço.
Muito em breve, fotos estáticas e vídeos de pessoas usando o produto/serviço não vão bastar, pois não trará a experiência necessária para as pessoas se sentirem convencidas a comprar.
Da mesma forma que dois anos atrás as pessoas não se imaginavam fazendo compras de mercado online e hoje aceitam super bem a ideia, no futuro próximo, recursos como realidade virtual e aumentada vão fazer parte da rotina das pessoas e não conseguirão mais comprar sem isso.

✓ Expansão nas formas de pagamento

Com a chegada do Pix e dos criptoativos, já deu para perceber que já não é mais possível manter apenas o cartão de crédito e o boleto bancário como opções para o cliente. É preciso explorar as inovações do mercado, adotar novas formas e entender que, assim como a jornada demanda personalização, a forma de pagamento também acompanha a individualidade do cliente.
Outro ponto apontado por Ralf Germer, cofundador e CEO da PagBrasil, é que além dos meios mais incomuns, o cartão de débito também tem ganhado força para o e-commerce. “Com novas tecnologias e ferramentas disponíveis no mercado, o cartão de débito deve ganhar mais popularidade no e-commerce. Este meio de pagamento era bastante burocrático para compras online, mas agora está mais flexível, atualizado e pode ser utilizado com facilidade pelos consumidores”, afirma o CEO.

✓ Ser competitivo no valor do frete

Um dos grandes entraves do e-commerce é o valor do frete. Afinal, quando mais alto, mais difícil do produto ser comprado e, posto que a internet é um ambiente bem competitivo com o valor do consumo, é necessário trazer opções mais baratas ou até mesmo gratuitas para o consumidor.
“O frete sempre será um fator essencial para o sucesso das marcas. Para o ano que vem, acredito que veremos entregas cada vez mais disputadas e uma logística ainda mais competitiva. O aumento no uso das plataformas de geração e cotação de envios comprova essa estratégia”, comenta Éder Medeiros, CEO do Melhor Envio.

✓ Investimento em cibersegurança

Avançam as tecnologias de conveniência ao consumidor e avançam também as estratégias tecnológicas de venda, mas esse ritmo nem sempre é acompanhado da camada de segurança necessária para que o e-commerce saia ileso de golpes e fraudes. Explorada já em 2021, a cibersegurança deve ser uma das grandes tendências para o varejo eletrônico em 2022 — sobretudo após a expansão dos ransomwares e fraudes por meio do PIX.
“É importante tirarmos como aprendizado dessa luta contra as fraudes a necessidade de investir mais em segurança digital, ainda mais em um cenário no qual o uso da internet para realizar compras e outros serviços está cada vez mais intenso”, observa Tom Canabarro, CEO e cofundador da Konduto, empresa de antifraude para pagamentos online.
É preciso também se atentar, aponta Andrew Martinez, CEO da HackerSec, empresa referência em cibersegurança no Brasil, que a proteção ao usuário e ao empreendimento também é garantida por lei.
“Hoje, a proteção dos dados é primordial para o bom desempenho de qualquer empresa – é tão necessária que se tornou lei. A LGPD protege o cliente e o prestador de serviços, desta forma, a segurança digital deixou de ser um serviço importante e se tornou obrigatório”, destaca o executivo.

✓ Redes Sociais

Sim! As redes sociais seguem sendo uma das tendências do mercado de ecommerce. Isso porque elas seguem crescendo, inovando e oferecendo recursos para as empresas evoluírem. A pesquisa da Bornlogic com a Opinion Box mostra que 26% das pessoas usam redes sociais, como o Instagram e Facebook para fazer compras.
Além disso, 65% têm o hábito de pesquisar por produtos nas redes sociais, quando estão pensando em compras. Para aproveitar esse público, as empresas devem criar anúncios dentro dessas mídias.
Outro dado da pesquisa diz que 69% dos entrevistados já compraram produtos depois de ver as propagandas. Portanto, as redes sociais são excelentes ferramentas para as estratégias de marketing/vendas. Elas podem ser exploradas de forma paga, mas também de forma orgânica.

Fontes: Ecommercepro/Consumidor Moderno

17-12-21

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