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Vendas do varejo ampliado crescem 5,1% em Mato Grosso em 2025 e superam média nacional; segundo levantamento da FCDL/MT

Por: FCDL MATO GROSSO 24 de fevereiro de 2026
Vendas do varejo ampliado crescem 5,1% em Mato Grosso em 2025 e superam média nacional; segundo levantamento da FCDL/MT

Assessoria de Imprensa

FCDL/MT

O comércio mato-grossense encerrou 2025 com desempenho acima da média nacional, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O varejo ampliado — que engloba todas as atividades comerciais, incluindo veículos e materiais de construção — registrou alta de 5,1% no estado, enquanto a média nacional avançou apenas 0,1% no mesmo período.

No varejo restrito, que desconsidera atividades mais específicas, o crescimento foi de 3,3% em Mato Grosso. Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, a comparação entre dezembro e novembro apontou recuo nas vendas, reflexo da antecipação das compras de fim de ano para novembro.

Para o presidente da FCDL-MT, David Pintor, os números confirmam a força do setor no estado.
“Mesmo diante de um cenário nacional de desaceleração, o comércio de Mato Grosso mostrou resiliência e capacidade de reação. O crescimento de 5,1% no varejo ampliado demonstra a confiança do consumidor e o dinamismo da nossa economia”, destacou.

Serviços avançam, indústria recua e agro impulsiona economia

Além do bom desempenho do comércio, o setor de serviços também apresentou crescimento consistente em 2025. Segundo o IBGE, o volume de prestação de serviços avançou 4,9% em Mato Grosso, acima da média nacional (2,8%).

Na contramão, a produção industrial recuou 5,8% em comparação a 2024.

No campo, as projeções do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam que o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) alcançou R$ 220,8 bilhões em 2025, com crescimento expressivo de 20%. Para 2026, a estimativa é de retração de 9,7%, com VBP projetado em R$ 199,4 bilhões.

Apesar do recuo industrial e da projeção de desaceleração no agro, a combinação entre comércio e serviços deve assegurar crescimento do PIB estadual.

Mercado de trabalho fecha 2025 com saldo positivo

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) mostram que Mato Grosso encerrou 2025 com saldo positivo de 31,7 mil vagas formais, superando o resultado de 2024, que foi de 25,4 mil.

O setor de serviços liderou a geração de empregos, com 14.446 vagas, seguido pelo comércio, que registrou saldo de 4.347 postos formais — o terceiro maior entre os setores.

O estoque total de empregos formais no estado chegou a 975.724 vínculos, crescimento de 3,4% em relação ao ano anterior.

 

Exportações crescem 22,8% em janeiro

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Mato Grosso exportou US$ 1,9 bilhão em janeiro de 2026, aumento de 22,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior (US$ 1,6 bilhão).

As importações somaram US$ 178,5 milhões, resultando em saldo comercial de US$ 1,7 bilhão.

O milho liderou a pauta de exportações, com 28,6% do total, seguido pela carne bovina (18,7%) e algodão (15,7%). A China foi o principal destino, absorvendo 21,9% das exportações, seguida pelo Vietnã (8,5%).

 

Crédito cresce para pessoas físicas, mas inadimplência preocupa

Segundo o Banco Central do Brasil, o saldo de crédito para pessoas físicas em Mato Grosso alcançou R$ 175 bilhões em 2025, com crescimento de 7,0%. Já o crédito empresarial somou R$ 75 bilhões, registrando recuo de 1,6%.

Apesar do ritmo mais moderado do crédito, a inadimplência avançou. A taxa de atrasos superiores a 90 dias foi estimada em 6,0% no segmento de pessoas físicas e 4,0% no segmento empresarial. Em 2024, a inadimplência das pessoas físicas estava em 3,1%.

Para David Pintor, o cenário exige atenção em 2026.
“O crescimento das vendas é um dado positivo, mas o avanço da inadimplência acende um alerta. Precisamos acompanhar de perto o nível de endividamento das famílias e das empresas, pois isso impacta diretamente o consumo e a sustentabilidade do comércio”, afirmou.

O desempenho do varejo em 2026 deverá depender, sobretudo, da evolução do crédito, do controle da inadimplência e da manutenção do ritmo de geração de empregos no estado.

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