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“CAMPINAS DE MUITOS CAMINHOS.”

Por: CDL CAMPINAS 1 de outubro de 2020
“CAMPINAS DE MUITOS CAMINHOS.”

Campinas

O município de Campinas é formado pela cidade de Campinas e por quatro distritos: Joaquim Egídio, Sousas, Barão Geraldo e Nova Aparecida. A área metropolitana é constituída por 19 municípios e conta com uma população estimada em 3,5 milhões de habitantes (6,87% da população do Estado). Localiza-se ao noroeste da capital do estado, distando desta cerca de 90 quilômetros. Possui área de 795,697 km. Sua população estimada em 2006 era de 1.059.420 habitantes. É conhecida também por Cidade das Andorinhas, já que a cidade estava na rota dessas aves, ainda durante a época dos barões de café.

Juntamente com a RMC (Região Metropolitana de Campinas) as regiões de São Paulo , Jundiaí e Sorocaba, formam a maior economia da América Latina. Regiões muito próximas a Campinas são consideradas as maiores do estado, são elas: São Paulo, Jundiaí, Sorocaba, São José dos Campos e Santos, população que juntas, somadas a Campinas ultrapassam 32 milhões de habitantes, ou seja, mais que 80% da população de todo o estado de São Paulo.

Por conta de sua topografia, Campinas não é uma cidade muito poluída: por estar em um platô, a poluição decorrente de suas fábricas e de seu trânsito intenso acaba se dispersando, diferentemente de cidades como São Paulo e Belo Horizonte.

Economia

Atualmente a cidade concentra cerca de um terço da produção industrial do estado de São Paulo. Destacam-se as indústrias de alta tecnologia e o parque metalúrgico. É também importante e diversificado centro comercial, possuindo dois dos maiores shopping center do país: O Shopping Iguatemi de Campinas e Shopping Parque Dom Pedro, e de serviços. Possui, em sua área metropolitana, o Aeroporto Internacional de Viracopos, que se destaca no transporte internacional de cargas.

História

O primeiro nome de Campinas foi Campinas de Mato Grosso, devido à floresta densa e inexplorada que caracterizava a região. Era passagem obrigatória das Missões dos Bandeirantes que iam para as minas de ouro no interior.

O povoamento teve início entre 1739 e 1744 com a vinda de Taubaté do Capitão Francisco Barreto Leme do Prado. Em 14 de julho de 1774, numa capela provisória, foi celebrada a primeira missa oficializando a fundação da Freguesia Nossa Senhora de Conceição de Campinas. Em 1797 é elevada à categoria de vila e altera o nome para Vila de São Carlos, e finalmente em 5 de fevereiro de 1842, já com 2.107 habitantes e cerca de quarenta casas, foi elevada à categoria de cidade com o nome de Campinas. Ficou conhecida como cidade-fênix, por seu renascimento após o surto de febre amarela que devastou mais de 30% da população no início do século XX.

A agricultura teve papel de destaque na história da cidade, que se aproveitou do fertil solo de terra roxa. A primeira cultura agrícola da cidade foi a cana-de-açúcar, logo suplantada pelas lavouras de café. Em pouco tempo, a economia cafeeira impulsionou um novo ciclo de desenvolvimento da cidade. Nesse período (segunda metade do século XVIII), a população de Campinas concentrava um grande contingente de trabalhadores escravos e livres, empregados em plantações e em atividades produtivas rurais e urbanas. Em 1872, graças ao plantio de café a construção da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, Campinas passa a ser uma das maiores cidades do País.

Com a crise da economia cafeeira, a partir da década de 1930, a economia de Campinas assumiu um perfil mais industrial e de serviços. A cidade então recebeu imigrantes provenientes de todo o mundo (destacando-se a imigração italiana), atraídos pela instalação de um novo parque produtivo. Entre as décadas de 1970 e 1980, a cidade praticamente duplicou de tamanho, por conta de fluxos migratórios internos. Devido o seu grande progresso também ficou conhecida como a Princesa d Oeste, referência esta por estar a oeste da capital do estado. Inclusive um de seus estádios é o Brinco de Ouro da Princesa.

Com a construção de grandes rodovias como a Rodovia Anhanguera (1948), a Rodovia dos Bandeirantes (1978), a Rodovia Santos Dumont (década de 1980), a Rodovia Dom Pedro I, Rodovia Governador Adhemar de Barros, a Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença e a Rodovia General Milton Tavares de Souza (ou Tapetão), que é o principal acesso à REPLAN (Refinaria do Planalto Paulista), Campinas consolidou-se como importante entroncamento rodoviário.

Também se destacam um moderno parque industrial e tecnológico é fruto de um plano de instalação de “tecnopólos”, e renomadas instituições de ensino superior, como a Universidade Estadual de Campinas e a Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Também é em Campinas que se localiza o Laboratório Nacional de Luz Síncroton e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).

A partir de 1998, a cidade vem assistindo a uma mudança acentuada na sua base econômica: perde importância o setor industrial (com a migração de fábricas para cidades vizinhas ou outras regiões do país – em parte por causa da violência e dos altos impostos), e ganha destaque o setor de serviços (comércio, pesquisa, serviços de alta tecnologia e empresas na área de logística).

“CAMPINAS DE MUITOS CAMINHOS“

José César da Costa

Projeto Memórias do Comércio – iniciativa do SESC São Paulo e realização do Museu da Pessoa – teve início em 1994 e, desde então, foram produzidos pesquisas e livros sobre o comércio da cidade de São Paulo, da região de Araraquara e São Carlos, da Baixada Santista, do Vale do Paraíba e, no presente volume, de Campinas. Mais que os registros histórico e documental, obtidos por meio da pesquisa em acervos públicos e privados, a intenção maior do projeto é contar a história do desenvolvimento do comércio desde o ponto de vista de seus protagonistas: as pessoas – os homens e as mulheres que se dedicam, por talento e vocação, à atividade comercial, um dos motores do progresso econômico.

Valorizar as histórias de vida e tratá-las como elementos constitutivos da memória social é o escopo principal do trabalho do Museu da Pessoa. Cada história de vida tem seu valor singular e condensa uma visão específica sobre a realidade em que se insere. O conjunto dessas histórias tem o dom de oferecer um painel rico e variado, que transcende a frieza do registro burocrático. A sistematização das experiências e memórias de trabalho que surgem nos depoimentos permite a construção de anexos originais no relato histórico, pois que abonados pela vivência dos próprios agentes dessa história. Daí o valor atribuído neste Campinas de muitos caminhos aos personagens que vivem o dia-a-dia do comércio campineiro.

Entre março e dezembro de 2007, com apoio do SESC Campinas e da Unicamp, o Museu da Pessoa produziu uma pesquisa documental e iconográfica nos arquivos de Campinas e região, que deu base ao texto do livro. A etapa seguinte foi a elaboração de uma lista de 90 nomes de comerciantes dos mais variados ramos que, depurada, resultou no grupo de 41 pessoas cujos depoimentos foram colhidos para este volume.

As histórias e os testemunhos aqui reunidos ajudam a compreender a dinâmica do desenvolvimento comercial de Campinas e a pujança de sua região metropolitana. E o passado que a memória revela é absolutamente coerente com o tempo presente do comércio local, cujo progresso aponta para a construção do melhor futuro para a região e para as pessoas que nela vivem.

A Exposição Campinas de Muitos Caminhos- Memórias do Comércio de Campinas, realizada pelo SESC SP, em parceria com o Museu da Pessoa Brasil, foi doada à Câmara de Dirigentes Lojistas de Campinas e Associação Comercial e Industrial de Campinas como incentivo para relembrar, vivenciar e conhecer parte da história do comércio do interior do estado, que começou com os bandeirantes, passou pelos primeiros trilhos de trem, as primeiras rodovias, até chegar aqui o primeiro aeroporto da região.

exposição 1

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